As águas de março no Amazonas são diferenciadas,
elas encurtam o caminho do caboco,
elas expulsam o caboco de seu habitat.

As águas afogam o roçado, inundam o terreiro, alagam o igapó.
As águas transformam o igarapé em rio, trazem a chuva e o vento frio.

As águas de março fazem a rede ficar próximo a cumeeira, fazem o peixe se esconder nas cabeceiras.
A canoa viaja livre pra onde a proa apontar…
O banzeiro fica feroz, a pororoca tudo destrói.

O barranco despenca turbando a água morena do igarapé
Faz a ponte desmanchar
Faz o boto se aproximar
E a menina com medo se banhar.

As águas de março no Amazonas fazem o gado ficar na maromba
Fazem o galo cantar com medo do sucuriju
Fazem o o caboco rezar, pras águas de março baixar.

Joilson Souza
O Poeta de Novo Remanso
joilsonpoeta@yahoo.com

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